Test our Coffee

11 de Setembro de 2018

TEMAS

TESTE BASEADO EM MODELOS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO

 

No teste baseado em modelos, os casos de testes poderão ser gerados automaticamente a partir de um modelo da aplicação a testar. Esta abordagem permite uma maior automatização e sistematização. Sempre que as especificações mudam, o modelo deverá ser adaptado para refletir essas alterações e os novos casos de teste são gerados a partir do modelo alterado.

O teste baseado em modelos tem sido amplamente usado em vários domínios sendo que as estratégias de geração dos testes dependem da natureza do modelo usado.

Uma notação muito comum para a modelação de processos de negócio, é a notação BPMN (Business Process Modeling Notation). Esta é uma notação rica que permite descrever processos de negócio de forma gráfica.

Também é possível gerar casos de teste a partir de modelos BPMN usufruindo das vantagens do teste baseado em modelos.

FRAMEWORK DE AUTOMAÇÃO DE TESTES PARA IoT COM BASE EM PADRÕES

 

A ascensão da Internet das Coisas - Internet of Things (IoT) - deverá trazer novas soluções promissoras em vários domínios e, consequentemente, ter impacto em muitos aspetos da vida quotidiana. No entanto, o desenvolvimento e o teste de aplicações e serviços de software para sistemas IoT acarretam vários desafios aos quais as soluções existentes ainda não dão uma resposta adequada.

A implementação de casos de teste que abrangem vários aspetos, interfaces e protocolos é uma tarefa exigente devido à natureza heterogénea e distribuída dos sistemas IoT. Embora já existam várias ferramentas que podem ser usadas no teste de sistemas IoT, podem ser-lhes apontadas várias lacunas. Entre as limitações mais comuns encontram-se o focar numa única plataforma ou linguagem de programação, o limitar a possibilidade de melhoria ou extensão, e não fornecer funcionalidades prontas para uso.

Nesta sessão será apresentada uma abordagem baseada em padrões para testar sistemas de IoT que visa colmatar essas falhas. A partir de um modelo de “features” para ecossistemas IoT, definem-se padrões de teste, que são depois implementados de forma genérica na framework “Izinto” para teste de integração de ecossistemas IoT, podendo ser facilmente instanciados por configuração para cenários IoT concretos.

A framework Izinto foi validada em vários casos de teste, dentro de um cenário concreto de aplicação na área de Ambient Assisted Living (AAL), o que permitiu confirmar seu potencial de reduzir o esforço que precisa ser colocado no processo de teste e facilitar a identificação.

ORADORES

ANA PAIVA

 

A Ana Paiva (publica como Ana C. R. Paiva) é Professora Auxiliar com Agregação no Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, onde trabalha desde 1999. Ela é investigadora no INESC TEC na área de Engenharia de Software e membro do Grupo de Engenharia de Software que reúne investigadores e pós-graduados com interesses comuns em Engenharia de Software. É responsável por unidades curriculares como Teste de Software, Métodos Formais e Engenharia de Software, entre outras. Tem um doutoramento em Engenharia Eletrotécnica e Computadores da FEUP, com uma tese intitulada “Automated Specification Based Testing of Graphical User Interfaces”. A sua especialidade é a implementação e automação do processo de teste baseado em modelos. Desenvolveu trabalho de investigação em colaboração com o grupo FSE (Foundation of Software Engineering) da Microsoft Research, onde teve a oportunidade de estender a ferramenta de testes da Microsoft baseada em modelo, Spec Explorer, para o teste de GUIs. É Diretora do Mestrado em Engenharia de Software. Pertence à Assembleia Geral da PSTQB (Associação Portuguesa de Testes de Software), é membro de grupos de trabalho do ISTQB®, membro do Conselho do Departamento de Engenharia Informática, e membro da Comissão Executiva do Departamento de Engenharia Informática.

JOÃO PASCOAL FARIA

 

João Pascoal Faria tem um doutoramento em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em 1999, onde é atualmente Professor Associado no Departamento de Engenharia Informática e Diretor do Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação. É membro do Grupo de Investigação em Engenharia de Software e investigador do INESC TEC, onde coordena a área de Engenharia de Software. É Presidente da Comissão Setorial para a Qualidade das Tecnologia da Informação e das Comunicações (CS/03), no âmbito do Instituto Português da Qualidade (IPQ), em representação da FEUP. No passado, trabalhou com várias empresas de software (Novabase Saúde, Sidereus, Medidata) e foi co-fundador de outras duas (QualiSoft e Strongstep). Tem mais de 25 anos de experiência em ensino, investigação, desenvolvimento e consultoria em diversas áreas de engenharia de software. É o principal autor de uma ferramenta de desenvolvimento rápido de aplicações (SAGA), com base em linguagens específicas de domínio, com mais de 25 anos de presença no mercado e evolução (1989-presente). As áreas de investigação atuais focam-se em automação de testes de software com base em modelos, melhoria de processos de software e desenvolvimento de software conduzido por modelos.

LOCAL

Universidade do Minho
Campus de Gualtar da Universidade do Minho
4704-553 Braga
PORTUGAL

 

Sala: Anfiteatro DI-A1

HORÁRIO

18:30h às 20:30h

Apresentação de Ana Paiva

Apresentação de João Pascoal Faria

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